Resumo
Conheça a trajetória de Maurício Cesar e Marina Groke e as decisões estratégicas que levaram a Unhas Cariocas a mais de 100 operações.
Celebrado em 10 de outubro, o Dia do Empresário Brasileiro reconhece quem transforma ideias em negócios, assume riscos, toma decisões e constrói empresas capazes de gerar oportunidades e movimentar a economia. Mais do que abrir uma empresa, empreender também significa evoluir junto com ela — e, muitas vezes, transformar a própria visão de negócio ao longo do caminho.
Quando Maurício Cesar e Marina Groke deram os primeiros passos na construção da marca, em 2017, a ambição não era criar a maior rede de esmalteria do mundo. A ideia inicial era mais simples: construir um negócio sustentável, entregar qualidade aos clientes e criar uma operação eficiente.
“Não imaginava que a gente ia chegar no tanto de gente, no tamanho de rede e nos faturamentos que a gente tem”, conta Mauricio Cesar, CEO do Unhas Cariocas Group.
O que veio depois transformou não apenas o tamanho da operação, mas também a forma como os dois passaram a enxergar o negócio.
O momento da virada
A primeira grande mudança aconteceu quando empreendedores começaram a procurar a marca interessados em abrir uma unidade da Unhas Cariocas. A franquia, que inicialmente não fazia parte dos planos, se tornou uma oportunidade de expansão — e também trouxe uma nova necessidade: estruturar uma empresa capaz de apoiar outras operações.
Foi nesse momento que a visão de negócio precisou mudar. A empresa deixou de ser apenas uma operação de esmalteria para se tornar uma franqueadora, com processos, departamentos, suporte e cultura própria. Para Maurício, uma das decisões mais importantes dessa fase foi profissionalizar a estrutura e internalizar os departamentos, ao mesmo tempo em que a cultura passou a ocupar um papel central na construção da rede.
A expansão também transformou o papel dos próprios fundadores. Marina, que no início estava diretamente envolvida na execução dos serviços, precisou aprender a delegar e passou a atuar à frente da operação como Diretora Operacional (COO). O desafio passou a ser criar condições para que outras pessoas pudessem executar com o mesmo padrão.
“É inevitável que com a empresa crescendo você vá mudando de cargo, no início foi desafiador o tal de delegar, mas aprendi que se não fizer isso, não tem como ninguém crescer”, afirma Marina Groke.
Essa mudança é uma das bases para entender como a Unhas Cariocas chegou a mais de 100 operações. Em uma rede, crescer não significa apenas replicar unidades. Para Marina, esse é um dos grandes desafios da expansão. O padrão precisa ser compreendido como parte da experiência que o consumidor espera da marca — independentemente da unidade que escolher.
Ao mesmo tempo, a escala mudou a própria responsabilidade de quem está à frente do negócio. Se uma decisão equivocada no início poderia afetar apenas uma operação, uma escolha errada em uma rede maior pode impactar franqueados, colaboradores e famílias que dependem daquele negócio.
Por isso, Maurício conta que precisou desenvolver uma postura mais analítica, a mudança não foi apenas na gestão, mas na perspectiva: conforme a empresa cresceu, as decisões deixaram de afetar somente os fundadores e passaram a ter impacto sobre uma rede inteira.
Essa visão também ampliou o empreendimento para além da Unhas Cariocas. Hoje, o Unhas Cariocas Group reúne diferentes negócios do segmento de beleza, entre eles a **Escova Express, Keragel, Supreme Pro** e a Alona Laboratórios. O movimento mostra uma estratégia que vai além da expansão de lojas: desenvolver marcas, produtos e soluções que ampliem a presença do grupo no mercado de beleza.
Mas ampliar a operação não significa, para os fundadores, perder de vista aquilo que sustentou a trajetória desde o início. Se a tecnologia, a inteligência artificial e as novas ferramentas transformam a forma de fazer negócios, a relação com o consumidor continua sendo uma das principais referências para as decisões da empresa.
“Não deixar de ouvir e olhar para o cliente. O que vai sempre fazer a gente crescer, se manter no rumo do crescimento, é ouvir, olhar e principalmente, entender o cliente”, destaca Maurício.
Na mesma direção, Marina coloca as pessoas no centro da construção da rede. Para ela, não existe crescimento consistente sem franqueados engajados, colaboradores comprometidos e uma franqueadora presente. “Para mim, as pessoas são o coração de uma rede. Quando todos entendem que estão construindo juntos, o crescimento acontece de forma muito mais sólida e sustentável”, acrescenta a empresária.
Essa percepção também está ligada a uma mudança pessoal dos dois empresários. Ao longo dos anos, eles precisaram ampliar a própria visão para acompanhar o crescimento da empresa — aprendendo a delegar, analisar cenários, lidar com responsabilidades maiores, adaptar estratégias e entender que o desenvolvimento da liderança está diretamente ligado ao desenvolvimento das pessoas ao redor.
Podemos dizer que “transformação” é a palavra que traduz a distância entre a primeira unidade e as mais de 100 operações atuais. A expansão não aconteceu apenas porque o negócio cresceu. Ela exigiu que a visão de quem estava à frente dele também crescesse.
E talvez essa seja uma das principais características do empreendedorismo: construir uma empresa enquanto se transforma junto com ela. No Dia do Empresário Brasileiro, a trajetória de Maurício Cesar e Marina Groke mostra que empreender também é isso: começar com uma ideia, aprender com cada etapa, ampliar a visão e construir.
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